Crédito do Trabalhador ultrapassa os R$ 3,1 bilhões em empréstimos

Com pouco menos de duas semanas de implementação, o programa Crédito do Trabalhador já injetou mais de R$3,1 bilhões na economia através de empréstimos consignados. Informações da Dataprev, encaminhadas ao Ministério do Trabalho e Emprego (MTE), revelam que 500.083 trabalhadores formalizaram 501.301 contratos. O valor médio por empréstimo é de R$ 6.284,45, com parcelas mensais em torno de R$ 350,11 e um prazo médio de 18 meses para quitação.
O ministro do Trabalho e Emprego, Luiz Marinho, ressaltou que o desempenho do programa demonstra o compromisso do governo Lula em democratizar o acesso ao crédito, beneficiando trabalhadores antes excluídos dessa possibilidade. Segundo Marinho, os resultados refletem a "grande sensibilidade" do presidente em oferecer uma alternativa de crédito mais acessível e vantajosa para os trabalhadores, permitindo a renegociação de dívidas com juros mais altos.
Para ter acesso ao Crédito do Trabalhador, as instituições financeiras analisam o histórico empregatício, a remuneração e as garantias oferecidas pelo solicitante. O trabalhador pode optar por usar até 10% do saldo do FGTS como garantia, ou 100% da multa rescisória, ou ainda, não oferecer nenhuma garantia. A análise desses dados permite aos bancos avaliarem o risco da operação e definirem a aprovação do crédito, respeitando o limite de comprometimento de 35% da renda mensal do trabalhador.
O Crédito do Trabalhador está acessível através da Carteira de Trabalho Digital para empregados domésticos, trabalhadores rurais e funcionários de MEIs que não possuam outros empréstimos consignados atrelados ao mesmo contrato de trabalho. A partir do dia 25 de abril, todos os bancos estarão habilitados a oferecer essa linha de crédito em suas plataformas digitais.